domingo, 11 de agosto de 2013

JEJUM

Oi Ejum,
agora entendo o significado desta palavra. Vem da palavra Jejum, que significa privação ou abstenção. Sempre estive a dar-lhe voltas ao assunto. O teu nome começa pelo E. O teu segundo nome começa pelo J, mas não dava com a palavra.
Eu só penso em os nossos jocos.........

sábado, 10 de agosto de 2013

CARTA DE NIVER PARA VAMBRICA

Oiiiiii Magalinda, Parabéns, muitas Felicidades!!!
Hoje é o dia das alegrias, dos regalos, das boas palavras e dos bons sentimentos. É por isso que só te escreverei coisas alegres e lindas. Lembro-me bem de quando nos conhecemos pelo Skype. Eu estava a enviar mensagens para que a gente lera as minhas páginas web e deram-me a sua opinião. Tu contestas-te dizendo-me que você também tinha um blog e que gostarias de que eu o lesse. Eu cria que você era portuguesa, mas me disses-te que eras brasileira e o meu coração começo a bater com mais força. Não o podia acreditar, estava a falar com uma brasileira. Então entrei no teu blog e vi uma foto tua numa maca. Disse para mim, brasiliera sim, mas parece uma indígena. O meu coração bateu com mais e mais força.
Uma indígena, e se ela fosse uma indígena? Não, ela era uma pessoa brasileira normal. E era professora da Universidade de Pernambuco que estava a fazer um doutorado em Salamanca. Quem não era um espanhol normal era eu que estava a vagar bébado todos os dias pelas ruas, com mal cheiro e dizendo piadas. Como uma mulher assim ia perder o seu maravilhoso tempo comigo, um louco que estava a perder a ração e a vida? Mas me ajudas-te sempre, embora não estivesses ao meu lado, todavia te afastasses para sempre. Acho que és muito boa pessoa e que só querias o meu bem. Sinto infinito tudos os meus erros.
Lembro-me dos nossos passeios para falar ou tirar fotos, gostava muito de sair contigo de caminhada, passei muito bons momentos, muitas boas risas e boas conversas. És uma mulher muito divertida e entretenida. Eu sempre te disse que me tinhas eclipsado, desde que vimos o eclipse juntos. Sempre estávamos de brincadeira com isso. Ó quanto gostei das tuas músicas!!! Vibrei com a tua música, comecei a viver. Tu e a tua música fizeram-me voltar à realidade. Chamava-te entre risos MagaLinda...
Que bom voltar a sentir o Amor, a natureza, os animais, as flores...! Voltar à realidade e sentir o amor duma mulher, o aroma das flores, sentir tudo outra vez como se fosse a primeira. Não há nada mais extenuante que a própria realidade. A realidade tem coisas boas e tem muitas coisas más. Mas é melhor viver na realidade, porque viver na fantasia não é vida. Eu antes de te conhecer vivia na fantasia. Quando te conheci comecei a viver na realidade, mas com o tempo tornou-se fantasia, assim como uma superprodução americana, com terroristas, assassinos, agentes do FBI, da NASA, da CIA, personagens do FMI, da ONU... Tudo barrabassadas rsrsrsrsrs Por isso mesmo é melhor viver na realidade, não sendo que te creias as tuas próprias fantasias e termines como eu, com a mente partida para sempre.
E agora é o turno dos regalos, da família e amig@s. Eu só tenho uma foto para te regalar. Estou no patio do parvulário com os meus colegas da turma que estão disfarçad@s, devia ser carnaval.
Nada mais, que tenhas um bom dia em boa companhia, Parabéns, tudo de bom para ti, tudo em riba, até sempre!!!




viernes, 9 de agosto de 2013

CARTAS PARA VAMBRICA Nº 3

Apreciada Amiga,
sei que hoje não é um bom dia para te escrever, pois é uma data muito delicada na tua vida e da tua família. Além disso não sei bem que te contar, mas tentarei falar-te um pouco da minha vida. Acordo cedo todos os dias, dantes das nove da manhã. Tomo um duche e um cafe e estou a estudar até as horas do almoço. Então eu tiro uma sesta dumas horas e continuo a estudar até as oito da tarde. Logo janto e vou para a cama. Nesta rutina levo já quatro anos, desde que empecei a estudar na Escola. Não tenho nenhúm dia livre, nem os findes, nem sequer vacaciões.
Este ano tive uma má temporada, operei-me do hombro direito em Novembro e estive com umas dores terrivéis, e voltei outra vez a tomar cervejas e a fumar. Levo agora uns dias que não bebo nem fumo nada porque cada vez encontro-me pior fisicamente. A cabeça tenho-a como sempre com muita dor, cada vez mais. Tenho o ouvido esquerdo obstruído e ouço muito mal. Eu sigo a tomar a medicina para as doenças mentais, a fluoxetina à manhã e as outras à noite. Sempre as tomo.
Não fazo nenhúm desporto e agora tampouco vou de caminhada. Estou todo o dia em casa, no meu quarto. Já sei que não é vida, mas se eu quero comer e ter uma morada, tenho que fazer assim as coisas.

domingo, 4 de agosto de 2013

Se eu tivesse a tua libertade passaria o dia enteiro de brincadeira, mas eu nao tenho control...

CARTAS PARA VAMBRICA Nº 2

Cara Amiga,
para começar bem esta série de cartas, quero pedir-te perdão por te escrever tudas aquelas ficções que elucubrei sobre a tua pessoa. Acho que me passei muito dizendo coisas de ti e de outras pessoas que nem eu mesmo conhecia de nada. Sinto imenso ter-te dito tudas aquelas palavras, porque meu sentimento por ti é tudo o contrário, mas naquela altura estava muito mal da cabeça.
Que te dizia sobre os passarinhos e as borboletas? Não estava certo, não, estava bem errado. Estava a passar por uma época muito complicada e não tinha consciência do dor que te fazia, dizia as coisas sem pensá-las bem. Desde que te conheço, sempre, por uma coisa ou outra, entorpeci a nossa amizade escrevendo-te loucuras e fazendo-te e dizendo-te barrabassadas. Ainda me lembro do dia que te fiz chorar no parque dos Jesuitas, ou do dia da tua festa de anos, ou quando fazia o lelo onde a Sé... Ainda me lembro, e não quero esquecer-me de tudas as coisas más que te fiz, para não fazer o mesmo contigo nem con ninguém.

viernes, 28 de enero de 2011

CARTAS PARA VAMBRICA Nº 1

Queridíssima Vambrica,
nestes anos não tive tempo nem conhecimentos para te escrever na tua língua. Agora mesmo começo a escrever-te em português porque chumbei este ano e tenho que fazer muitas redações para Setembro. Tentarei não te magoar, como costumava fazer.
Já conheces bem à Susana, é muito séria e formal, muito rigorosa e exigente. Por isso tomei a determinação de te escrever umas letras, assim pratico a escrita e, por outra parte, peço-te perdão pela minha má cabeça.
Passaram muitos anos, mas o tempo não me há esquecer-te, eu que te dizia "olvídame". Não posso te esquecer e, agora, neste momento de calma, peço-te por favor que não me esqueças, que eu não quero esquecer-te nem que me esqueças.
Para mim sempre foste muito boa pessoa, mas naquela altura, quando nos conhecemos, e depois também, eu não tinha bem a cabeça. Lembro-me bem como tinha já a cabeça en tu niver, não estava bem. Lembras-te do que dizia das borboletas? Nem agora mesmo sei o que quis dizer naquele dia que me convidas-te à tua festa de aniversário.
Só tenho palavras boas para ti, porque contigo conheci o Amor. Eu estava a passar por uma má época, e aturdi-te a cabeça com histórias que tu não tinhas nem porque ouvir, nem muito menos ler, nem porque sentir. Como sempre te disse eram "deliquios" meus, não tinha consciência do que dizia nem fazia, nem que te feria com as minhas palavras. Sinto infinito...........

jueves, 2 de septiembre de 2010

PRAGA

Viajar y conocer gente,
disfrutar de la Navidad,
divertirte, sólo querías eso,
meditar sobre nuestros encuentros,
sobre mí, sobre nuestro futuro juntos,
sobre ti, sobre como nos iría juntos,
sobre si serías capaz de soportarme
en la distancia del tiempo,
meditabas también sobre tu compañero,
sobre si yo sería capaz de ser mejor amigo,
sobre si yo sería capaz de cambiar de vida,
sobre si sabría escapar de mis rutinas y manías,
meditabas sobre tus maletas,
sobre lo que llevabas en ellas,
sobre as malas, como tú en tu idioma las llamabas,
y como destino que no quiere la suerte
desaparecen de tu vida como desaparecí yo,
de un soplo alejado de tu compañía.
Viajar y conocer nuevas culturas,
eso es lo que yo quería en aquellos momentos,
y conocerte fue como abrir las puertas de mi mente,
y ya sabes como son las puertas,
unas veces se abren y otras se cierran,
y me encerré yo mismo en un laberinto extraño
de ideas irracionales, donde yo ya no era Javi,
y era la enfermedad del experimento de mi madre.

Santa Marta 2 septiembre de 2010