Cara Amiga,
para começar bem esta série de cartas, quero pedir-te perdão por te escrever tudas aquelas ficções que elucubrei sobre a tua pessoa. Acho que me passei muito dizendo coisas de ti e de outras pessoas que nem eu mesmo conhecia de nada. Sinto imenso ter-te dito tudas aquelas palavras, porque meu sentimento por ti é tudo o contrário, mas naquela altura estava muito mal da cabeça.
Que te dizia sobre os passarinhos e as borboletas? Não estava certo, não, estava bem errado. Estava a passar por uma época muito complicada e não tinha consciência do dor que te fazia, dizia as coisas sem pensá-las bem. Desde que te conheço, sempre, por uma coisa ou outra, entorpeci a nossa amizade escrevendo-te loucuras e fazendo-te e dizendo-te barrabassadas. Ainda me lembro do dia que te fiz chorar no parque dos Jesuitas, ou do dia da tua festa de anos, ou quando fazia o lelo onde a Sé... Ainda me lembro, e não quero esquecer-me de tudas as coisas más que te fiz, para não fazer o mesmo contigo nem con ninguém.
Que te dizia sobre os passarinhos e as borboletas? Não estava certo, não, estava bem errado. Estava a passar por uma época muito complicada e não tinha consciência do dor que te fazia, dizia as coisas sem pensá-las bem. Desde que te conheço, sempre, por uma coisa ou outra, entorpeci a nossa amizade escrevendo-te loucuras e fazendo-te e dizendo-te barrabassadas. Ainda me lembro do dia que te fiz chorar no parque dos Jesuitas, ou do dia da tua festa de anos, ou quando fazia o lelo onde a Sé... Ainda me lembro, e não quero esquecer-me de tudas as coisas más que te fiz, para não fazer o mesmo contigo nem con ninguém.
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